
Eu poderia me
apresentar dizendo que me chamo Rafael Lourenço Luz, mas não o farei porque
desde a minha preparação no cursinho para ingressar no CTU o meu nome mudou
para Reloginho. Então, sou o Reloginho, e no período de 2008 a 2010 cursei o
curso técnico integrado em Eletromecânica. Optei pelo curso de Eletromecânica,
pois a parte mecânica sempre me interessou e ainda poderia obter conhecimento
sobre eletricidade, e assim uma formação multidisciplinar. Mas confesso que no
decorrer do curso as disciplinas de mecânica me empolgaram mais, tanto que tive
a oportunidade de participar de alguns projetos de iniciação científica e
treinamento profissional no Núcleo de Mecânica, o que me proporcionou a chance
de colocar em prática alguns dos conceitos aprendidos em sala de aula e a
oportunidade de conhecer outros recursos para solucionar problemas práticos
inesperados. Além da formação técnica, pude contar com um bom ensino médio, que
sempre foi uma referência na cidade, com bons professores e bons índices de
aprovação na UFJF. Confesso também que tive dificuldades em diversas matérias, passei
alguns apertos, mas superei cada um deles e concluí meu curso no final de 2010.
Nos três anos de ensino integrado eu fiz mais do que só estudar. Sempre gostei
de participar de atividades que envolviam discussões importantes... e
participei do GETU e Conselho Superior, o que acrescentou bastante na minha
formação como pessoa e me permitiu debater e entender diversas situações
importantes dentro do colégio. Além da participação em órgãos estudantis,
participei de todos os projetos esportivos no meu primeiro ano, mas minha falta
de habilidade e tempo me impediram de continuar em todos e continuei
persistindo no voleibol. Na tentativa de mostrar que jogador ruim também tem
espaço, juntamente do meu amigo Lucas Borges (Coxinha) demos início ao Piores
Futsal Clube, que arrancou boas risadas da torcida em jogos
inesquecíveis contra as meninas e outros times do colégio. Atualmente estou cursando Engenharia Mecatrônica no IF Sudeste MG de Juiz de
Fora, ou para os saudosistas como eu, no CTU. É difícil chamar de forma
diferente o lugar que fez parte de uma fase muito importante em minha vida, e
com certeza durante esses próximos anos ainda chamarei o Instituto de CTU. A
opção de cursar a Mecatrônica vem da minha base em Eletromecânica, pois são
dois cursos multidisciplinares que giram em torno da mecânica. Em linhas
finais, digo que me identifico bastante com essa instituição que aniversaria no
mesmo dia que eu e que possibilitou fazer amizade com diversas pessoas em
variados grupos de alunos, professores, funcionários e atletas. Fiz de tudo um
pouco ali dentro, desde reparos em paredes e carteiras até reuniões na mesma
sala com o reitor do instituto. Então só posso dizer que eu não estudei no CTU,
eu vivi, e ainda vivo o CTU.